sábado, 1 de setembro de 2012

                                  Minhas Origens 

Aqui começa uma parte da minha história, onde nasci e vivi até aos seis anos de idade, nasci no Hospital Sagrada família, Monte Serrat - Liberdade Salvador BA, meus pais morava no bairro Caixa D água. Antes de contar como vim para nesse bairro cheio de fatos históricos de histórias, marcada pelo encontro e desencontro de origem vinda de outras culturas e nascida aqui no brasil, vou contar um pouco desse bairro Caixa D Água. Começo essa pesquisa falando do bairro onde e vivi por alguns anos não faz sentido relatar apenas o bairro Caixa d água mais também os bairros próximos que fazem parte da mesma história da cidade de Salvador, no decorre da leitura vocês vão perceber que um faz parte da história do outro.

CAIXA D’ÁGUA

Localizado no alto a Caixa D’Água já foi conhecida como Cruz do Cosme, área que pertencia à Fazenda Santo Antônio do Queimado. No início do século XX, foram construídas duas caixas d’água de aço que abastecia o bairro e toda a região adjacente. Em meados da década de 70, as duas caixas d’águas foram substituídas por uma única e maior caixa de concreto. No bairro estão localizado o Largo do Tamarineiro, o Hospital Ana Nery e um importante Museu de Arqueologia, inaugurado em 2006. O nome IAPI é uma sigla que significa Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários. Foi neste local que, na década de 40, foi erguido um conjunto para abrigar os funcionários do antigo instituto, fato que acabou por batizar a área. O conjunto do IAPI, que teve suas obras concluídas em 1951, era então o maior conjunto residencial da cidade. Aliás, a grande marca do bairro, além da tranquilidade, são os conjuntos habitacionais, dentre os quais ainda se destacam o Jardim Eldorado, Vera Cruz, Santa Mônica e Conjunto Bahia.

Entre a Caixa D’Água e o IAPI está localizado o Pau Miúdo, bairro que inaugurou a era das invasões em Salvador e que, por esse motivo, cresceu de forma desordenada. Apesar deste problema o bairro possui uma boa infra estrutura, possuindo três hospitais, um número igual de grandes escolas e um comércio bastante diversificado.

Curiosidades: RESERVATÓRIO DE ÁGUA

O primeiro reservatório de água em alvenaria do país foi construído no início do século passado em Cruz do Cosme, atual bairro da Caixa D’Água. Sob a responsabilidade da Companhia do Queimado, criada em 1852, o reservatório de Cruz do Cosme fornecia a melhor água de Salvador, tanto que, apesar da existência de várias fontes e chafarizes espalhadas na cidade, era comum as pessoas de maior poder aquisitivo encomendarem o produto no local.

EDUCAÇÃO REVOLUCIONÁRIA

projeto pedagógico do Brasil, idealizado pelo educ

 primeiro Núcleo foi construído no bairro da Caixa D´Água, bairro popular de Salvador, que tinha grande concentração de menores sem escola e até mesmo menores abandonados. Esta ainda é a realidade deste bairro. 
O espaço para a construção do Centro foi definido através de um convênio entre o Governo Federal e o Governo do Estado da Bahia através da Secretaria da Educação. Nesta negociação coube ao Governo do Estado a cessão do terreno, cabendo ao Governo Federal a manutenção da Escola e o pagamento dos professores, todos em regime de dedicação integral. Após alguns anos, o Centro passou a ser mantido exclusivamente pelo Governo do Estado da Bahia. 


No governo Góes Calmon o bairro da Caixa D’Água serviu para a implantação do mais revolucionário projeto pedagógico do Brasil, idealizado pelo educador Anísio Teixeira, que foi o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, conhecido por Escola Parque, ainda hoje uns dos maiores da Capital - e que serviu de base para projetos posteriores, como os CIACs e CIEPs. 
O bairro da Liberdade está situado no alto do planalto que divide Salvador em Cidade Alta e Cidade Baixa, religadas por meio do Plano Inclinado. Possuem aproximadamente 190 hectares de área, abrangendo localidades como Soledade, Lapinha, Sieiro, Japão, Duque de Caxias, Curuzu, Cravinas, Bairro Guarani, Alegria, Jardim São Cristóvão, São Lourenço e parte do Largo do Tanque e da Baixa do Fiscal.

No dia 2 de julho de 1823, combatentes que lutaram pela independência da Bahia marcharam vitoriosos pela Estrada das Boiadas, trilha de terra que unia a cidade de Salvador às demais províncias. Esse caminho também servia à passagem de gado bovino criado no interior destinado à comercialização na capital, donde a sua denominação de Estrada das Boiadas, que, com a marcha das tropas vencedoras, torna-se Estrada da Liberdade. Por essa razão, o bairro onde tal acesso se localiza possuir o mesmo nome.
Acompanhando o crescimento da cidade de Salvador, para onde se dirigia a população rural a fim de fugir da seca que assolava o interior do Estado, o processo de expansão da Liberdade se iniciou nas primeiras décadas do século XX, tendo como via de irradiação desse crescimento a Avenida Lima e Silva, ainda hoje a principal avenida do bairro, que concentra um número significativo de estabelecimentos comerciais e de serviços. Diante desse quadro, na terceira década do século XX, já havia quatro chácaras, situadas no Curuzu, ocupando uma grande parcela da área do bairro.
Paulatinamente, a população da Liberdade aumentou devido ao loteamento e venda das chácaras. Por ser próximo ao centro comercial e financeiro soteropolitano (na época, a Rua Chile e o Comércio), o bairro oferecia um acesso mais fácil ao trabalho, contribuindo para que as pessoas ali desejassem se instalar. A partir desse momento, a ocupação se deu desordenadamente através de invasões, favelização e subsequente urbanização das moradias, por isso é possível encontrar ainda hoje pontos do bairro carentes de infraestrutura e de saneamento básico. Apesar dos inúmeros problemas sociais, a Liberdade consolidou-se como um relevante subcentro da cidade.

O processo massivo de ocupação negra da área que hoje constitui o bairro se iniciou com a chegada de libertos e ex-escravos, no final do século XIX, após a abolição da escravatura. Antes disso, a localidade era composta por roças onde eram criados bois e vacas. Nas primeiras décadas do século XX, a Liberdade já se assemelhava a um quilombo, de acordo com Hilda dos Santos, a "Mãe" Hilda, líder espiritual da comunidade do Ilê-Ayiê-Curuzu: "Todos os moradores eram negros. Algum escravo liberto. Tinha muitos que eram africanos mesmo, mas a maioria era filhos deles, os filhos da escravidão.” Com base nos dados do Censo 2000, a população do bairro é de 39.322 moradores, considerando-se como marcos a primeira casa da esquina da Praça da Soledade e o Largo do Tanque. Já na Grande Liberdade, ou Região Administrativa IV (a RA IV) em que estão incluídas as áreas de Pero Vaz, Caixa d'Água, Pau Miúdo e IAPI, a população gira em torno de 187. 477, de acordo com a Secretaria Municipal do Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente (SEPLAM), ficando atrás, em termos populacionais, apenas da Cajazeira. A RA IV também apresenta a maior densidade demográfica da cidade, com 260,3 habitantes por hectare.

Na tentativa de atender ao grande contingente populacional do bairro, serviços que, até então, apenas eram oferecidos no centro de Salvador passaram a ser implantados na Liberdade. Dessa maneira, sem precisar sair do bairro, os moradores têm acesso às lojas de departamento, a grandes supermercados, às agências bancárias, dentre outros. Além disso, a Liberdade conta com um shopping Center, o Shopping da Liberdade, que possui uma excelente localização, podendo ser facilmente visualizado da Baía de Todos os Santos.

Aqui nota-se que não faz sentido falar apenas do bairro caixa d água sem citar os bairros próximos, Aqui se percebe que fez sentido contar um pouco sobre essa historia cheia de marcas e misturas, dessa cidade com tanta historia vivida que ainda tem muita história para ser contada e rescrita.

Meus pais vieram para nesse bairro no ano de 1972 vindo de Campina Grande estado de Paraíba para morar em Salvador no bairro Caixa d água, minha mãe conta que eles foram morar em Salvador, porque meu pai tinha sido dispensado da empresa onde trabalhava em Campina Grande, pois meu pai era soldador e em Salvador tinha mais possibilidade de emprego nessa área naquela época, eles foram morar na rua sempre viva onde tinham alguns conhecidos de meu pai. Nasci no hospital sagrada família no ano de 1976 esse hospital fica à uma hora do hospital Ana Nery. 

Esse trabalho para mim foi mais uma aula de construção histórica surpreendente onde me trouxe algumas lembranças daquele bairro onde eu brincava a vontade de pé no chão com meus irmãos, não tem como falar do lugar onde você nasceu e viveu sem se lembrar da sua infância sem trazer lembranças só sua, portanto por mais que estejam no passado, às lembranças tornam se presente no momento em que você a traz para o seu presente. 

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